As crônicas X o misto quente

Entrou naquele bar pensando nas crônicas que escreveria

Uma senhora que pega um doce diet e um cigarrinho, “pra variar”

Uma moça que precisa de garfo para comer uma coxinha, “é muito grande”

A trabalhadora que quer um chá para a viagem num copinho que não queime a mão

E o atendente só sorrisos, que é amigo daquele que ignora as piadas dos clientes

O enroladinho causador de tantos dilemas “você sabe do que é feita a salsicha?”

Mas o misto quente lhe ocupou as mãos (e a boca) e deixou para a próxima

 

Só correndo

Tem gente que morre

Mas desviveu tantas horas

Que já não importa mais

Tem um prédio engraçado

Que eu preferia que fosse uma casa

Eu abdico das risadas

Uma luz artificial embranqueceu tudo mais

É o fim?! Ou o corredor da repartição pública…

De redundância em redundância, a Terra, que é mais ou menos redonda, brinca de roda.

ASDGFFDHFDAGFGFSDA

Tem dia que é mais complicado que o vulcão Eyjafjallajökull

Que parece que alguém sentou em cima do teclado da sua vida

Dia em que toda palavra vira Schwarzenegger

Que você procura no Google todas as vezes e continua sem ter certeza

Manhãs em que você se sente como Nietzsche

Que confunde mais pela posição das letras em seu nome do que por suas teorias

Caturrita

As horas eram segundos e demais

Um mês sem sinal jamais

Agora passarinho já deixou pra trás

Um Piu já é mais que demais

Que nem recado guardado dentro de livro:

Inútil, porque letras tem prazo de validade.

Não

Quase podia ter sido

Esse talvez quem sabe um dia

Mas acabou foi sendo nunca

Jamais nem mortinho da silva

Se acaso alguma coisa mudar

Liga pra minha secretária

Que até isso acontecer

Eu já vou ter alguma 

………………………….. (O resto do poema é opcional) 

Até talvez uma agenda dourada

Cheia de organização

Mesmo odiando dourado

E sendo essa confusão